croni Crónicas, No Mundo da MR

O Natal na Quinta


A meu pedido a minha filha Maria Rita deu largas à imaginação e inventou o seu conto de natal. criou uma história com um início atribulado, mas que teve um final feliz. Digamos que terminou ao jeito dela, com alegria e muitos doces à mistura 

Era uma vez … (Não mãe, espera. Não era nada uma vez. Ok, afinal pode ser).
Era uma vez uma menina muito linda… (Mãe vai desenhando o que eu digo, não te esqueças). Essa menina chamava-se Twilight… (Mãe enganei-me, não vou contar uma história de Natal. Prefiro contar uma história de primavera. Olha vai mesmo ser de Natal, mas não é sobre a Twilight. Esta história é sobre mim e a primeira vez que fiz uma árvore de Natal na minha quinta).
Só para situar os leitores da LX4KIDS tenho de explicar que para a autora desta história, a minha filha de quatro anos, em vez de amigos imaginários, na cabecinha dela reina uma quinta imaginária, portátil e de dimensões gigantescas onde ela habita, trabalha, brinca e cuida da bicharada. Um sítio mágico que aos olhos do mundo real demonstra na perfeição a sua paixão pelo fungagá da bicharada. De volta à história:
Essa menina resolveu decorar o pinheirinho de Natal com bolinhas de todas as cores e com um vaso roxo, a sua cor preferida. No topo pôs uma estrela que tornava a árvore muito especial. Era uma estrela azul, única que ela comprou no Lidl. Essa estrela foi cara demais, custou 25 euros. A menina só a comprou, porque sabia que a estrela tinha o poder de dar alegria à noite de Natal. Essa árvore era diferente de todas as outras. Era diferente porque se se dissesse a palavra mágica “abracadabra”, perto do vaso roxo, aparecia um grande arco-íris que fazia com que a Maria verdadeira viesse à quinta. A menina ficou muito contente com a visita da Maria (a mãe do Menino Jesus) mas não lhe ofereceu presentes. Não lhe deu nada, porque sabia que a Maria arranjava-se muito bem sozinha. A Maria verdadeira trouxe o bebé dela que acabou por ficar a brincar com a irmã da menina, a Catarina… (Mamã espera. Acho que ainda não comecei a contar a história como queria).
Nesse Natal houve muita alegria até que apareceu uma grande trovoada, por isso teve-se de cancelar tudo. Ouvia-se muito barulho e ruídos assustadores. Foi mesmo uma trovoada muito forte. Cancelou-se o Natal e fez-se a festa na primavera… (Mãe enganei-te, enganei-te. Não houve trovoada nenhuma AHAHAH).
Nessa noite de festa comeu-se um belo bolo de chocolate e um bolo-rei, mas sem frutas que tiveram de se tirar e deitar no lixo. Na mesa de Natal havia ainda um prato de filhós, bolachas do Pocoyo e frango com arroz. A gata da quinta, a Meva, teve direito a um prato especial que adora, peixe assado com batata-doce. Para a mana Catarina preparou-se leitinho morno com sabor igual à mama da mamã. Para a mamã, um bolo com morangos, porque ela gosta deste fruto e é a Miss Soraia Morangos! Para o pai um donuts de chocolate. Para a avó Isabel uma bolacha com chocolate e para o avô uma bolacha em forma de osso sem açúcar porque ele é diabético. Para a avó Augusta um biscoito em forma de estrela e para a prima Nádia uma borboleta com cobertura de chocolate. Depois do jantar abriram-se os presentes, lavaram-se os dentes e foram todos dormir.
Vitória, vitória acabou-se a história!

 

Por Soraia Teixeira